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Afilhados

“Junta-te a esta causa! Apadrinha um animal selvagem!”
EPAL e AdVT apadrinham animais do CERAS de Castelo Branco


apadrinhaO apadrinhamento de um animal é uma forma de colaborar na preservação das diferentes espécies de fauna selvagem, fazendo com que o padrinho se torne um membro ativo na dinamização da recuperação de animais selvagens.

Tendo como base este princípio, a EPAL e a AdVT, decorrente do protocolo assumido com a Quercus, juntaram-se a esta causa.

Este ano, iremos apadrinhar 5 animais selvagens que se encontram no Centro de Estudos e Recuperação de Animais Selvagens de Castelo Branco, localizado na área de atuação da AdVT.

Foi lançado um desafio aos filhos, netos e sobrinhos dos Trabalhadores, para darmos um nome a cada um dos animais apadrinhados.

O desafio foi muito bem aceite e já temos dois nomes.

À medida que os formos apadrinhando, pode conhecê-los aqui, a sua história e o desenvolvimento da sua recuperação.
 

Texugo, o novo afilhado
 

Texugo

Após a fuga do Feijão, a doninha, eis que surge a oportunidade de ter um novo afilhado, que se encontra em recuperação no CERAS, no âmbito do protocolo estabelecido com a Quercus.

É um texugo macho adulto (Meles meles), com cerca de 4.6 kg, vítima de atropelamento. 

Foi encontrado em Idanha-a-Nova, por um particular, tendo sido recolhido pelo SEPNA, que o entregou no CERAS de Castelo Branco. 


Texugo intervençãoDadas as condições em que chegou, foi submetido a uma intervenção cirúrgica, mas neste momento já se encontra numa instalação exterior, para recuperar e treinar a sua adaptação ao meio natural.

Como vem sendo habitual, o nosso texugo será batizado com a participação de filhos, netos e sobrinhos dos Trabalhadores.

A espécie
O texugo é um carnívoro de médio porte.

Tem focinho alongado e uma cabeça pequena, relativamente ao corpo que é robusto, arredondado e de coloração cinzenta no dorso e negra no ventre e patas.  

A sua cauda é curta, cinzenta e com a ponta branca.  

As patas, munidas de cinco dedos, embora curtas, são poderosas, pois as suas garras são bastante fortes e afiadas, especialmente as das patas anteriores, utilizadas na escavação de tocas.

A característica que mais o distingue são as duas riscas negras longitudinais, que escondem os seus pequenos olhos, em ambos os lados da cabeça, que é branca.  

As orelhas são pequenas, pretas, com as pontas brancas.  

Vive em grupos sociais, com 6 a 25 indivíduos, constituídos por um número variável de machos, fêmeas e crias. 

O texugo habita essencialmente em zonas de florestas caducifólias e mistas, matagais, sebes e terrenos agrícolas, margens de ribeiros, uma vez que são zonas que lhes proporcionam uma maior disponibilidade de recursos e abrigos. No entanto, desde que tenha uma cobertura adequada e um tipo de solo em que o animal possa escavar até uma grande profundidade, qualquer local é propício para esta espécie. 

O texugo vive em complexos de tocas (ou texugueiras) escavados por ele, que formam um sistema de túneis com várias câmaras em diferentes níveis. Estes túneis desembocam na superfície em aberturas que têm normalmente um monte de terra à sua frente. 

Na natureza, podem viver até aos 14 anos de idade, embora seja frequente não atingirem estas idades devido a mortalidade não-natural, provocada por atropelamentos, envenenamentos, pressão cinegética e destruição de habitats.
 

 

Pinga voou para a liberdade

 

Pinga

A nossa afilhada Pinga já foi libertada e voou rumo à liberdade. Veja o vídeo aqui.

Esta libertação contou com presença de alunos da Escola Básica de S. Tiago, de Castelo Branco, e de alguns voluntários do CERASB.

Esta ave selvagem, de tão rara beleza, foi entregue no CERAS muito debilitada, com a plumagem danificada e incapacitada de voar. 

O seu processo de recuperação passou por uma dieta adequada, para que atingisse uma boa condição corporal, pelo contacto com aves da mesma espécie e por treinos de voo e caça, de forma a manter comportamentos típicos da espécie na natureza.

Este projeto de apadrinhamento de animais selvagens trouxe-nos uma coruja-do-mato, que foi vítima de colisão.

Um particular alertou o SEPNA, que a recolheu perto de Tinalhas, concelho de Castelo Branco, e entregou-a ao CERAS, para recuperação.

A espécie
A coruja-do-mato é uma espécie sedentária que se encontra em todo o País, mas que prefere habitats florestais.

Tem uma dieta muito variada, mas alimenta-se sobretudo de roedores.

Com um comprimento entre os 37 e os 39 cm e uma envergadura de 94 a 104 cm, o seu peso pode variar entre as 325g e as 800g. 

A longevidade máxima conhecida na Natureza é de 22 anos. 

As principais causas de ingresso destas aves nos centros de recuperação são o atropelamento, a queda dos ninhos e as vedações de arame farpado.

A Pinga
Esta afilhada já tem nome.
Após o desafio lançado e realizado um sorteio, “Pinga” é o nome da coruja-do-mato que foi sugerido por Francisca Campos, com 11 anos de idade. Tanto podia ser um nome masculino como feminino, pois só é possível identificar o sexo da coruja mediante teste de ADN.

E a nossa Pinga está a dar passos para a sua recuperação, uma vez que já se encontra numa nova etapa. Foi transferida para as instalações exteriores, mais propriamente para o túnel de voo.

Mas como uma imagem vale por mil palavras, veja o vídeo e comprove a sua franca recuperação.
Pinga, estamos a torcer por ti!
 

ATÉ PARA O ANO ANTONIETA E BOA VIAGEM!
 

AntonietaDepois de vários meses e dos esforços desenvolvidos pela equipa do CERAS, a nossa afilhada Antonieta foi libertada!
 Assista aqui ao momento.

Durante a reabilitação, a águia-calçada treinou bastante a sua recuperação num túnel de voo circular. que permite às aves de porte médio realizar um voo sem interrupções, conduzindo a uma recuperação mais eficaz da sua condição física. 

Estando recuperada, foi necessário proceder á sua libertação antes da chegada do inverno, a fim de possibilitar a sua migração para África, onde permanecerá até à próxima primavera. 

 
Antonieta – nome escolhido pelo Tomás Videira, com 7 anos de idade – foi vítima de eletrocussão.
Um particular alertou o SEPNA, que a recolheu perto de Idanha-a-Nova, tendo sido entregue ao CERAS para recuperação. Quando lá chegou pesava 560 gramas.


A espécie
A águia-calçada é uma espécie estival e migradora transariana, podendo ser avistada, um pouco por todo o País, a partir do fim mês de março.

Esta espécie prefere habitats de bosques abertos, frequentando sobretudo os montados de sobro, associados ou não a pinheiro e, com menor frequência, os montados de azinho. 

O facto mais curioso acerca da águia-calçada é a existência de duas fisionomias: uma escura e outra clara, como é o caso da nossa afilhada. 

Esta pequena águia nidifica em árvores e raramente pousa à vista, sendo mais fácil ser observada em voo. 

Alimenta-se de uma grande variedade de presas, sobretudo aves e mamíferos de médio porte, tem cerca de 47 cm de comprimento e uma envergadura de 120 cm. 

As principais causas de ingresso destas aves nos centros de recuperação são o tiro, as eletrocussões em postes de eletricidade e a queda dos ninhos.

A recuperação
A Antonieta está a ser alvo de todos os cuidados que visam a sua recuperação.

Tivemos notícia de que está a fazer exercícios, para muscular, no túnel de voo. 

 Antonieta recuperacaoAntonieta recuperacao 1










Pintinhas regressou ao seu habitat natural
 

GenetaExcelente novidade!

A nossa afilhada recuperou muito bem e mais rápido do que era expectável.

Assista no vídeo ao momento da sua libertação.

Bom regresso Pintinhas!

Esta fêmea foi vítima de atropelamento, na zona de Abrantes. Uma vez mais, a fauna contou com a ajuda de um particular que alertou o alertou o SEPNA-GNR, que a recolheu e a entregou ao CERAS, agora encarregue de ajudar na sua recuperação.

O nome “Pintinhas” foi atribuído por Inês Marques e Sofia Martins, com 8 e 10 anos de idade, na sequência do desafio lançado aos filhos, netos e sobrinhos dos Trabalhadores para participarem no batismo.

A espécie
A geneta ou gineta é um carnívoro de médio porte, de corpo alongado, extremidades curtas e cauda longa, sendo uma espécie de hábitos noturnos ou crepusculares.

Nas patas possui cinco dedos com garras curtas, finas e semi-retracteis, especializadas para trepar árvores. Na cauda apresenta 8 a 10 anéis negros. O seu comprimento médio do corpo varia entre 47 e os 60 cm, enquanto o da cauda poderá ser variar entre os 40 e os 51cm.

Na sua dieta privilegia os micromamíferos, mas isso não a impede de variar a sua alimentação, comendo também insetos, répteis, aves ou frutos. 

Apesar de não ser uma espécie endémica da Europa, não é considerada invasora, estando mesmo protegida pela Convenção de Berna. A sua distribuição no continente Europeu está restringida à Península Ibérica, sudoeste de França e Itália. Em Portugal, possui uma distribuição generalizada apenas no território continental.

É considerada uma espécie cosmopolita, capaz de ocupar um vasto leque de habitats. A geneta revela uma preferência por áreas arborizadas e de coberto vegetal denso, que fornecem simultaneamente abrigo e alimento. Sobreirais, montados ou olivais são exemplos de habitats onde a presença desta espécie é comum.

As principais ameaças a esta espécie são a destruição e fragmentação de habitats, os atropelamentos e a morte em armadilhas. 

Embora não existam registos da sua longevidade em meio natural, em cativeiro as genetas podem atingir os 16 anos de idade.

Fique atento pois continuaremos a acompanhar a recuperação da geneta, que se encontra em processo de batismo, e a dar notícias 
 

 

Feijão, a doninha fugitiva
 

DoninhaO nosso afilhado Feijão revelou-se um verdadeiro Houdini e elaborou um plano de fuga!

Apesar de serem raras as fugas de animais no CERAS, menos de 1% ao ano, estas acontecem, mesmo quando são tomadas todas as medidas de segurança. Não nos podemos esquecer que são animais selvagens e, por tal, estão em permanente tentativa de voltar ao seu habitat. 

Felizmente, o Feijão já estava em condições de regressar ao seu habitat!


Depois do desafio lançado aos filhos, netos e sobrinhos dos Trabalhadores da EPAL e da AdVT recebemos diversas propostas de nomes.

Após realização do sorteio, o nome da doninha macho está escolhido.

Parabéns ao vencedor Miguel Dias, com 6 anos de idade.

Esta cria é um macho e deu entrada no CERAS com apenas alguns dias de vida e ainda com os olhos fechados. Encontrada por funcionários do Fluviário de Mora, a cria foi recolhida pelo SEPNA e entregue pelo ICNF no CERAS. 


Por ser tão pequeno e frágil, tem estado recolhido dos olhares do público, mas graças aos cuidados que tem recebido está agora mais crescido e desenvolvido.

A espécie
O nosso afilhado é uma doninha (Mustela nivalis), um pequeno mamífero carnívoro da família dos mustelídeos.

Esta espécie é considerada o menor carnívoro do mundo, pelo facto de ser muito pequena e esguia.

O pescoço e o corpo são alongados e tem os membros curtos.

A pelagem, muito curta e densa, varia entre o castanho canela e o castanho chocolate, no dorso, sendo branca na parte ventral.

Embora possa ser confundida com o arminho, é facilmente distinguível deste por não ter a ponta da cauda preta.

Na Península Ibérica, as fêmeas adultas variam entre 16,5 e os19 centímetros, enquanto os machos variam entre 17,5 e 25 centímetros.

Em Portugal, é considerada uma espécie comum, tendo uma distribuição uniforme de norte a sul do País. 

Os seus habitats são variáveis, podendo ser avistadas em bosques abertos, campos de cultivo, pradarias, dunas ou zonas ripícolas. A seleção dos seus habitats recai, sobretudo, na abundância de alimento disponível, especialmente a de micromamíferos. Pode inclusivamente ocupar territórios perto de habitações.

Apesar de preferir roedores, a sua dieta também inclui frutos, sementes, vegetais e insetos. Com uma reduzida massa corporal, apresenta elevados gastos energéticos, necessitando de uma regular ingestão de alimento (5-10 presas/24h), por isso é ativa tanto de dia como de noite.

Com exceção da época de reprodução, são animais solitários.

Vamos aguardar mais notícias da sua recuperação, que partilharemos com todos.
  

Ruivo o nosso quinto e último afilhado em 2021 


afilhado raposaCom este novo afilhado, a EPAL e a AdVT fecham o ciclo de apadrinhamentos previstos para este ano, no âmbito do protocolo assumido com a Quercus.

Esta raposa adulta foi encontrada em Portalegre por um particular que a recolheu e entregou no CERAS. Quando lá chegou estava bastante doente, mas graças aos cuidados recebidos já se encontra em recuperação.

Este exemplar é um macho, pesa 3.2 kg e já se encontra a treinar a adaptação ao meio natural, numa instalação com um adequado enriquecimento.

Depois de mais um desafio lançado aos filhos, netos e sobrinhos dos Trabalhadores para participarem neste ultimo batismo, esta raposa ficou batizada de Ruivo, um nome sugerido  por Pedro Sanina, de 15 anos de idade, e Renato Dias, de 11 anos de idade.

Com cada um dos nossos afilhados, aprendemos um pouco mais sobre a fauna do nosso país. Somos uns padrinhos e madrinhas orgulhosos, dos nossos afilhados e do compromisso assumido na preservação da fauna selvagem.
 

A espécie
A raposa (Vulpes vulpes) é uma das duas espécies de canídeos silvestres que ocorre em Portugal, juntamente com o lobo-ibérico. Em Portugal Continental, a espécie está presente em todo o território de forma generalizada e uniforme.

As raposas são facilmente reconhecidas pelo seu focinho pontiagudo e orelhas proeminentes. Apresentam uma pelagem castanho-avermelhada no dorso que contrasta com a coloração branca do ventre. Contudo, a cor da pelagem pode ser bastante variável. As extremidades do corpo, nomeadamente as orelhas e os membros, apresentam coloração negra. A cauda é longa e tufada, apresentando usualmente uma mancha de cor branca na ponta.

O período de acasalamento decorre entre dezembro e fevereiro. Com um período de gestação de 52 dias, as crias nascem de março a maio. As crias nascem cegas e abrem os olhos nas primeiras semanas de vida e ambos os progenitores participam nos cuidados parentais até estas ganharem a sua maturidade, algo que ocorre entre setembro e dezembro.

Na natureza, podem viver até aos 13 anos de idade, embora seja frequente não atingirem esta idade devido a mortalidade não-natural (ex. atropelamentos, envenenamentos e pressão cinegética).

É uma espécie omnívora e oportunista, que tende a alimentar-se dos recursos mais abundantes no seu território. Os roedores são presas típicas, ma a raposa consome também frequentemente frutos diversos e insetos, bem como outros vertebrados (insectívoros, aves, répteis e anfíbios).

A raposa é o carnívoro com maior distribuição mundial e é também a espécie mais criada em cativeiro em todo o mundo para a produção de peles,

Em Portugal, pode ser caçada legalmente.


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