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Estação Elevatória a Vapor dos Barbadinhos
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O crescimento populacional na cidade de Lisboa fez com que a água abastecida pelo Aqueduto das Águas Livres se tornasse insuficiente. Como resposta às carências existentes foi construído, entre 1871 e 1880, um novo aqueduto abastecedor: o aqueduto do Alviela, preparado para transportar água captada a 114 km a norte de Lisboa, originária das nascentes dos Olhos de Água do rio Alviela.

Na cerca de um extinto convento franciscano, ocupado pela ordem religiosa dos Barbadinhos Italianos, entre 1747 e 1834, foi instalado o reservatório final da água transportada pelo aqueduto do Alviela, que foi denominado Reservatório dos Barbadinhos.

Junto do Reservatório dos Barbadinhos foi construída uma estação elevatória a vapor, destinada a bombear água do aqueduto do Alviela para a cidade de Lisboa, que inaugurou a 3 de Outubro de 1880.

O edifício desta estação elevatória era composto por três corpos: o depósito de carvão, ou carvoaria, a zona das caldeiras e a zona das máquinas a vapor.

A “Sala das Máquinas” localizava-se no piso superior da zona do edifício e albergava as 4 máquinas a vapor, do fabricante francês E. Windsor & Fils (Ruão, Normandia), adquiridas em 1876. No piso térreo encontrava-se a “Sala das Bombas”, onde residiam as respectivas bombas. Num outro corpo estavam as cinco caldeiras, na designada “Sala das Caldeiras”.

O terceiro corpo deste edifício serviu como depósito de carvão, para alimentar as caldeiras e respectivas fornalhas.

O edifício contava ainda com uma chaminé no exterior, de 40 metros de altura e 1,8 metros de diâmetro interior, para realizar a extracção do fumo da queima do carvão. Tanto as caldeiras como a chaminé foram demolidas na década de 50, do século XX, após vários anos de inactividade.

A Estação Elevatória a Vapor dos Barbadinhos esteve em funcionamento entre 1880 e 1928. Actualmente preserva as antigas máquinas a vapor e respectivas bombas, testemunhos enriquecedores da arqueologia industrial. Em 2010, o edifício da estação elevatória a vapor foi classificada como CIP – Conjunto de Interesse Público (Portaria n.º 117/2010, de 14 de Dezembro).

O edifício acolhe a exposição permanente do Museu da Água, o Arquivo Histórico da EPAL e uma sala multiusos, com condições para recepção de eventos, exposições temporárias ou conferências.

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